Livre de tudo
Quem me dera ser vagabundo,
de qualquer mundo!...
mesmo que só umas calças tivesse,
mas fazer o que fizesse,
tudo que prazer me desse,
fazer bem ou fazer mal
sem me prender a ninguem.
Seguir sempre sozinho
comigo e com o sol
a caminhar sem destino
ver nascer o arrebol.
dormir sobre a grama
sem paredes nem telhados,
comer frutos dos valados.
M as livre !...livre
seguir sempre sem destino
ao som não sei de que hino
livre de todas as querelas
de compromissos etiquetas
qual cigano perdido
a sorrir pelas estradas da vida.
Desprendido.
não pensar na guerra,
nem na pobreza
,só que é bela e para todos a natureza
sentir o vento bater-me ás lufadas
e á noite deixar-me beijar
pelo luar nas estradas.
MARIA LUÍSA MENDONÇA
15 DE JUNHO DE 2012
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