domingo, 23 de novembro de 2014

ALGUÉM

                                       ALGUÉM

Que viveu
No meu
Seio familiar
E cheguei
A gostar

         Alguem

Que comigo
Conviveu
Á minha mesa
Comeu
Na minha
Casa viveu

         Alguém

Que me pareceu
Sentia por mim
Amizade
E não era verdade
Porque tudo esqueceu

           Alguém

Que nada me deve
A não ser amizade
Que em mim
Foi verdade

         Alguém

Esse alguém
Muito me feriu
Porque
Me mentiu

         MARIA LUÍSA MENDONÇA
                Agosto de2013




sexta-feira, 7 de novembro de 2014

MÃOS

                                                      MÃOS


Ah, mãos que não moldais o desespero,
Como um cego indeciso,
quero e não quero.
Dou-me a cada instante,
Torço as mãos a cada momento,
Não sei o que fazer ,
As mãos que vos afagaram
Quando delas me servi
Para vos castigar.
Peço-vos que não me julguem
Tudo o que fiz foi por amor,
Por muito vos querer,
E assim neste instável sofrimento
Vivo a cada momento
A pensar no passado.
Sei que não adianta ,
Mas a minha alma chora
Como débil criança .
Tudo o que fiz teve um só propósito
Fazer de vós os homens que hoje são.

           maria luísa mendonça